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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Joystick #6: Sadness


Sadness era um promissor jogo para Wii anunciado quando o console ainda era chamado de Nintendo Revolution. Sim, era, pois o projeto foi cancelado, ou melhor... Não, não contarei agora, primeiro leia um pouco sobre o projeto.


A história se passa pouco antes da Primeira Guerra Mundial, no leste europeu, provavelmente na Eslováquia. Os irmãos Maria e Alexander sofrem um acidente de trem, do qual ele sai cego e ela tem como missão protegê-lo de criaturas sobrenaturais (baseadas em lendas eslavas). O único problema é que ela não tem arma alguma, precisa usar tudo que estiver a seu alcance. A atmosfera em preto e branco garantiria o clima denso e agoniante do game. Tais fatores fizeram do projeto um assunto frequente em fórums e blogs de games, até que o tempo foi passando e a Nibris, produtora independente responsável pelo título, começou a se enrolar com a divulgação. Foi quando a existência do projeto começou a ser questionada. Vamos entender por que:

Tudo que se tinha do jogo até então era o suposto vídeo de divulgação para a E3 em que uma mulher aparece jogando e interpretando Maria (sim, uma mulher de carne e osso, nenhuma cena in-game), algumas artworks, comentários que diziam que Alexander seria filho de Maria e posteriormente uma trilha sonora com treze faixas de menos de um minuto cada. Todos esses fatores e poucos comentários acerca do desenvolvimento do projeto pela Nibris geraram uma grande indignação nos gamers, até que foi anunciado o cancelamento de Sadness pelo sonoplasta, afirmando que o mais perto que chegariam do jogo seria através de suas curtas composições, pois Sadness nunca existiu. Para tirar a prova, basta dar uma olhada no site oficial da produta e conferir todo seu conteúdo.

Descobri a "existência" da fraude na revista Mundo Estranho de dezembro, na qual Sadness foi dito como um dos primeiros jogos para Wii que infelizmente foi cancelado. Nem a redação da Mundo Estranho tem noção que foi vítima dessa grande fraude do mundo dos games, mas não os culpo, pois os maiores sites do console ainda têm em seus arquivos o título sem data prevista para o lançamento. À propóstio, eu cortei e entitulei a imagem que encabeçalha esta postagem com a fonte usada em todas as outras imagens de divulgação, a Scriptina Pro.

Como artista eu acho uma pena que Sadness sequer tenha existido, pois sua idéia de demonstrar o medo humano diante do desonhecido (bem Lovecraft) era boa, assim como o concept art e a trilha sonora. Só de ouvir o ritmo do piano do sonoplasta de nome complicado e ver algumas imagens com a sinopse na cabeça me fazem imaginar muitas cenas e mistérios que dariam um bom enredo. Mas se nunca existiu mesmo, então não seria crime fazer algo inspirado no "projeto", certo? 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A atual situação do Facebook


Creio que aqui não sejam necessárias apresentações, certo? Pois bem, vamos falar um pouco do atual estado do tão acessado Facebook. 

Foi-se o tempo do Orkut, em torno do qual muitas conversas de calçada de escola giravam. "Amiga, você viu o que fulano postou no perfil dele?" ou então "Mulé, tô indignada, sicrano tá com as fotos trancadas, num posso ver nada!". Devo admitir que foram bons tempos quando ainda era bom. Antes das mais recentes atualizações o trem estava numa velocidade ótima, mas depois que tentou ficar a cara do novo concorrente, o negócio começou a desandar. Certo que muito antes tinha gente colocando nome no perfil com apelidos ridículos e símbolos, tempo também que a falsidade já rolava solta, mas a inutilidade do Orkut se mostrou definitiva quando as últimas atualizações foram feitas. Ainda há quem acesse por pena, ou porque simplesmente se sentem mais familiarizados, mas o fato é que o dono do pedaço agora é o tio Mark e seu poderoso azulão.

O início do Facebook foi bem silencioso apesar de não necessitar de convite. Era tranquilo e confuso - sim, ele sempre foi complicado de mexer, isso não é de hoje -, além de livre de brasileiros, que desculpem meus conterrâneos, foram os responsáveis pela atual situação da rede social como a vemos em terras brasiles. Algumas atualizações realmente foram úteis, mas em outras ninguém nem repara, como aquela barra que mostra o que está acontecendo. Só fui reparar naquilo semana passada e fiquei me perguntando pra que servia. Ah, é mesmo. Pra que eu me mantenha informado da interessantíssima vida dos outros. Até aí tudo bem, mas começou aquele negócio de assinatura. Você pode adicionar beltrano, mas se ele não te quiser como amigo, cê pode saber da vida inteira do dito cujo pela assinatura. Assim que recebi a notificação sobre isso, pensei "agora isso aqui vai encher de posers querendo aparecer e um monte de gente falando besteira nas publicações deles só porque são dotados de alguma beleza exterior", e foi isso mesmo que aconteceu. Eu nunca liberei minha assinatura, pois já não tenho privacidade sem, imagine com, mas uma vez acabei assinando um garoto que tentei adicionar. Passei mais ou menos dois meses vendo as besteiras que ele publicava e as porcarias que as pessoas respondiam. Foi quando as assinaturas foram liberadas e todo mundo inventou de ser celebridade que o negócio começou a desandar.

Primeiro que uma rede social não tem o intuito de te deixar famoso, é só para interagir com outras pessoas. Aquilo não é um blog, então não o trate como tal (como já vi gente comentando que "ninguém comenta minhas postagens, mimimimi"). Se quer que as pessoas prestem atenção no que você fala, e que por favor seja de qualidade, faça como eu, use o Blogger, ou então crie seu tumblr, ou mesmo um Twitter, mas por favor, não tente chamar atenção no Facebook. Por conta dessa crescente vontade de virar celebridade começaram a postar fotos na intenção de fazer algum tipo de denúncia, o que até hoje se mostra completamente inútil. Já vi gato sem pele, gente com a cara quebrada, gente cagada mostrando explicitamente o estrago... Opa, espera! Volta pra frase anterior e repare no que falei. Sim, eu já vi no Facebook a foto de um homem (sim, um homem crescido, maior de idade, pagando suas contas e impostos) de quatro no chão do banheiro público colocando a cueca suja de lado para mostrar a merda que provocou o estrago todo - merda em todos os sentidos, porque isso é uma falta de vergonha de quem tira a foto e de quem compartilha. Por que ninguém compartilha arte, ou então a foto de um crepúsculo, ou uma notícia relevante sobre política? Se a sociedade brasileira fosse avaliada pelo que posta no Facebook, seria tida como mais-do-que-burra pela quantidade de inutilidade que posta. Aí entram também os memes - os famosos, queridos e divertidos memes. Sim, porque os blogs de humor são os maiores responsáveis pela quantidade de lixo virtual que entope a rede social. Certo que é um lixo virtual divertido - e que eu também compartilho, mas estou apenas expondo os fatos como eles são, não falando do que faço -, mas não deixa de ser lixo. Seus resíduos fisiológicos podem ser usados como adubo, mas você vai enfiar a mão na privada pra colocar aquilo nas suas plantinhas?

Então, a situação é a seguinte: o que nós brasileiros temos do Facebook é nada. O que tiramos de proveitoso e produtivo disso é nada. O tempo que passamos na frente do monitor rolando a barra para checar atualizações de status e compartilhamentos é perdido. Sério, muitas vezes eu penso em quanto tempo gasto abrindo aquela maldita página branca e azul, tempo que poderia usar para continuar trabalhando em meu projeto, pesquisando (odeio a palavra "estudar", lembra "obrigação"), fazendo qualquer outra coisa mais produtiva. Façam como eu estou conseguindo fazer: Pensem nas coisas maravilhosas que poderiam fazer longe de seus computadores e os desliguem mais cedo, leiam, vejam um - bom - filme, façam qualquer outra coisa que gostem que não seja ficar no computador 24h por dia, enchendo as redes sociais de lixo. O país e o mundo agradecem.

Confira também a postagem da AnneKira sobre nós brasileiros e as redes sociais.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Angelo waits for the never coming bus

Ângelo aguarda pelo ônibus que nunca chega

"Havia esse garoto - os cabelos lisos tão loiros, quase brancos, os olhos curiosos da cor do chocolate amargo e a pele clara como leite. Não sabia seu nome, mas sempre o via tarde da noite na parada do ônibus enquanto caminhava pela calçada , voltando do trabalho. Era pequeno, belíssimo, sempre muito bem trajado e o olhar vago. Sua imagem ali no meio daquela rua escura e o olhar além do horizonte despertaram a curiosidade de Ulisses, que não lembrava quando percebeu aquele belo menino a devanear. Sempre que descia na avenida e dava alguns passos, lembrava do jovem e de seu jeito aluado. Pois, conforme os dias passavam, ia se preocupando com ele, um pobre e bem aparentado garoto sentado no meio de uma rua escura. Sua vida não devia ser das menos difíceis para todas as noites esperar aquele ônibus que parecia custar a chegar."


"Asas de Ângelo" CAPÍTULO PRIMEIRO / Ele

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

You only live ONCE

Sem querer generalizar mas já o fazendo, a sociedade sofre de um mal que eu gosto de chamar Distúrbio das Múltiplas Obrigações (mentira, acabei de inventar isso). Todo mundo tem que ter dinheiro, "ser alguém na vida", ter sonhos e realizá-los, ser independente, e por aí vai. Meu problema é que não sofro desse mal, e sim do Distúrbio da Felicidade Consciente

Muitas de minhas idéias vão completamente contra as da multidão, como isso de ter uma carreira bem sucedida e lucrativa. O problema é que eu não associo sucesso com lucro, e sim com felicidade, prazer. Se eu prefiro ser um escritor frustrado a um médico ou engenheiro rico? Sim, prefiro, pois pelo menos vou estar amargurado por me esforçar em algo que gosto, não no topo de um mundo no qual eu não gostaria de estar por conta de algo que não me satisfaz. É aí também que entra o fator tempo - ah, maldito tempo! Todos querem que você entre na faculdade assim que terminar o Ensino Médio, que já tenha decidido o que quer ser da vida, que é preciso decidir isso logo. Mas e se eu não conseguir me decidir tão logo assim? E se precisar de um tempo longe das pressões sociais para enxergar meus horizontes sozinho, sem ninguém me dizendo em que ângulo devo ficar para ver de outra forma? Claro, a vida é curta e o futuro chega rápido, mas a vida também é apenas uma, então para quê gastar tempo fazendo algo que não quero só porque os outros querem ao invés de aproveitar, descansar e pensar com calma? As contas virão, os problemas, tudo, pois o mundo não pára, mas preciso mesmo decidir como minha vida vai ser nos próximos anos até o fim? Quando escrevo um livro, por exemplo, muitas vezes já tenho em mente como vai terminar ou mesmo quantos volumes a história terá, mas não planejo minunciosamente cada capítulo. Quando escrevo cada capítulo é uma surpresa para mim tanto quanto vai ser para o leitor, podendo até criar novos conceitos ao longo do trabalho e mudando o final. A vida, ao meu ver, é da mesma forma: pensamos onde queremos chegar, mas precisamos viver um dia de cada vez, dar um passo depois do outro sem pressa, pois correr cansa e quem cansa fica entediado. Me apressar não vai tornar as coisas melhores, vai ser apenas um alívio momentâneo para os outros, pois logo vou ficar inquieto, com vontade de mudar mais uma vez, de pensar no que quero.

E o que eu quero? O que eu realmente quero? Talvez possa parecer ridículo para quem tem sonhos como ser um médico, engenheiro ou qualquer outra coisa do gênero, mas eu quero mesmo é escrever. Não, não quero ser jornalista, quero escrever histórias, contos, músicas, poemas, romances. Quero autografar livros com minha foto na orelha traseira e ouvir dos leitores o quanto eles me admiram por meu trabalho autêntico. Nem me importo com dinheiro, se vou ganhar muito ou não, se vou ter meus altos e meus baixos, só quero isso, escrever. Até porque, quem disse que ser médico é ter a vida garantida? E engenheiro, então? Se você não se cuida, um dia tá por cima, no outro pode acordar por baixo. Em qualquer profissão quem não toma cuidado do que é seu não vai muito longe, mas só porque não existe uma faculdade de "romancionismo" ou "escritorismo" (nomes toscos...) não quer dizer que eu não possa chegar lá sem um curso superior. É importante, entendo isso perfeitamente, mas e se nada disso me agradar? Seria pedir muito por um pouco de apoio?

"Freedom never greater than its owner
Freedom is the mastery of the known
Freedom, freedom never greater than its owner
No view is wider than the eye"

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Hole To Feed

Essa tirinha não é minha...


Mas curiosamente ela remete a um textículo por mim escrito.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Entenda o ENEM


Meus parabéns a quem sobreviveu ao ENEM nesse final de semana! Nem sei direito quantas horas os concorrentes tiveram esse ano, mas com certeza foi mais tempo do que passo dormindo. E então, estão se sentindo bem por terem feito uma prova tão boa? Sim, porque o tema da redação foi uma maravilha. Não lembro as palavras exatas que me disserem a respeito disso, mas tinha relação com a internet no século 21 e seus impactos. Nem lembro qual foi o tema do ano passado, só sei que era bem complicado e alvo de reclamações. Além disso, esse ano os meios de comunicação parecem aptos a relatar muitas das regras dessa porcaria de exame.

Sintam-se abençoados meus lindos, pois ano passado muita gente ficou bastante desinformada ou nem entendeu direito algumas regras por causa da negligência dos organizadores. Para começar que não importa quantas questões você acertou, e sim como as acertou. Parabenizo quem acertou 80, 90, 100; mas vocês têm que ter a mínima noção de que quantidade não é qualidade. Uma coisinha muito legal do ENEM é que as notas não são calculadas por itens acertados, e sim por peso de questão. Funciona assim: Haviam as questões X e Y. Fulano acertou X e Sicrano, Y. Acertaram a mesma quantidade de questões na prova e tiraram notas diferentes. Acontece que Fulano respondeu X de uma forma e Y de outra, enquanto que o mesmo aconteceu com Sicrano, porém o item que Fulano marcou em Y, mesmo que não fosse o mesmo que Sicrano, ainda assim não era totalmente errado, tinha coerência, sem falar que podia ser uma questão difícil que requer um conhecimento mais avançado. Complicado, não? Mas para mim foi fácil entender quando um professor se preocupou em parar para explicar essa loucura, o que estou certo de não ter acontecido com muitos jovens esse ano. Outro detalhe importantíssimo é a validade da nota. Pelo menos ano passado esse meu professor, que se preocuou em nos passar todas as informações exatas, vistas e revistas, disse que a nota adquirida na prova seria válida por dois anos. Aposto que muita gente nem fazia idéia de que, se foi bem ano passado, nem precisava ter refeito esse ano, que quando as inscrições fossem abertas poderia utilizar o resultado do ano passado. No caso, quem fez o teste ano passado e está satisfeito com sua nota, só iria precisar refazê-lo em 2012. Como você já fez mesmo, se sua nota tiver sido superior à precedente, então ficará assim, caso contrário, permanece a anterior.

Esses são os detalhes mais importantes que achei interessante compartilhar, pois já que não refiz o ENEM esse ano, não posso falar da qualidade da organização, a não ser que ainda não ouvi reclamações de quem esteve lá. Só gostaria de entender de onde esse povo inventa os locais de prova, porque o meu era um colégio no bairro de Damas do qual nunca ouvi falar. Alguém mais foi parar onde o vento faz a curva?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um garotinho chamado Teddy


Dia desses conheci um menino. Ele era baixinho, carismático e com um contínuo olhar tristonho a mirar tudo ao redor. Muito quieto, não disse nada além de seu nome que creio ser um apelido: Teddy. Que nome mais ridículo, pensei. Isso é nome de bicho de pelúcia. Disse que ele devia ir pra casa, pois seus pais deviam estar preocupados, mas o jovenzinho apenas me abraçou e assim ficou por horas, fazendo-me sentir deprimido. Percebi que ele era sozinho, não tinha com quem conversar, quem abraçar, com quem passar o tempo. O problema é como ele faz as pessoas se sentirem com sua simples e ordinária presença: depressivas, desmotivadas, preguiçosas. Pior que não foi fácil fazê-lo sair por pelo menos um momento. Quando pensei que estava livre de seus abraços carentes, eis que o encontro na sala me esperando e logo ele voltou para o quarto, puxando insistente a barra da minha blusa.

Tá bem, o que você quer?, perguntei irritado, olhando-o de cima.

Teddy nada disse, apenas me encarou tristemente, como sempre. Seus olhos brilhavam como se fosse chorar. Até acharia ter sido culpa minha se não tivesse reparado nisso antes. E como não respondia, apenas ficou ali, puxando a barra da minha blusa enquanto eu tentava me concentrar em uma coisa qualquer na net. Mesmo que ele parecesse nem estar ali por causa de seu jeito quieto e calmo, era impossível continuar com algo por muito tempo, como se o moleque tivesse uma habilidade especial para me fazer desistir de tudo. Se eu ao menos soubesse como chamar sua atenção, distraí-lo, assim pelo menos faria algo. 

Algumas vezes consegui sair de casa e percebi que para além da porta da frente ele não me seguia. Ficava me esperando na sala para me deprimir quando eu voltava de um dia animado. Também se escondia sabe-se lá onde quando meus amigos vinham à minha casa, porém bastava eles pensarem em irem embora que do nada Teddy voltava e me agarrava forte.

Engraçado, o menino só não me seguia quando ia ao banheiro ou deitava para dormir. Apenas ficava esperando na sala, sei lá se dormindo ou rindo pelas minhas costas. Já faz um tempo que mora aqui e percebi que se alimenta de me fazer mal. Já tentei de tudo para fazê-lo ir embora, mas não dá. Quando me animo com algo, seja um livro ou uma música ou um jogo, lá vem ele com seus braços abertos e olhos tristonhos. Conversando com algumas outras pessoas descobri que eles conheceram outras crianças parecidas que não largam de seus calcanhares. Uns conseguiram se livrar dessas pestes melancólicas, mas não fazem idéia de como e juram que de vez em quando eles voltam e dão aquele abraço forte, mortos de saudades. Mesmo que não fosse embora, só queria que o Teddy dormisse um pouco e me deixasse em paz. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Amigos amigos!

Tem coisa melhor do que poder contar com amigos? Melhor ainda é quando trabalhamos juntos, cada um desempenhando suas funções e se ajudando. Pois bem, nesse mundinho maravilhoso de blogs eu tenho alguns concorrentes amigos aos quais ajudo sempre que possível e que me ajudam também! Nunca tínhamos conversado sobre isso até eu receber uma proposta de parceiria, o que abriu meus olhos para o que poderia ser uma ótima chance de nos unirmos e trazermos mais e mais coisas boas para nossos leitores. Cada um de nós tem um estilo, um objetivo, uma visão diferente das coisas, então é bastante vantajoso para nossos fregueses que estejamos cada vez mais unidos! A partir de agora essa página contará com a gadget "Amigos amigos" ao lado de "Outros...". Assim, se gostar ou não do que encontrar por aqui pode dar uma olhada em outros blogs parecidos ou não e ver qual te agrada mais! Só vejo vantagens!


terça-feira, 11 de outubro de 2011

313graus -V.1-V.2-O2- TRILHA SONORA

313graus é o primeiro livro cujo primeiro volume eu tive o orgulho de concluir. O segundo ficou parado por um bom tempo ainda no início por falta de inspiração, mas sinto que isso esta para mudar graças a pessoas que conheci, músicas que comecei a ouvir e passeios que passei a aproveitar mais. Como uma de minhas obras, não podia ficar sem trilha sonora! Esta é dividida em três partes: -V.1-, do primeiro volume, -V.2-, do segundo volume, e -O2-, um CD bônus do segundo volume referente à casa noturna fictícia que aparece na história.

Sem mais delongas, aqui vai a tracklist.


-V.1-
1. IF WE EVER MEET AGAIN (Timbaland featuring Katy Perry)
2. I.D.G.A.F. (Breathe Carolina)
3. RUDE BOY (Rihanna)
4. ON AND ON (Utada)
5. IT'S A CRIME (Crystal Kay)
6. I KNOW UR GIRLFRIEND HATES ME (Annie)
7. FREEDOM (Clare Maguire)
8. LOVE'S EMBRACE -INTERLUDE- (Christina Aguilera)
9. LOVING ME 4 ME (Christina Aguilera)
10. PERFECT STRANGERS (Emma Bunton)
11. HEAR ME OUT (Frou Frou)
12. UNTOUCHABLE (Girls Aloud)
13. IN THIS TOWN (Dangerous Muse)
14. SOMEBODY TO LOVE (Leighton Meester featuring Robin Thicke)
15. TEEN LOVERS (Sky Ferreira)

-V.2-
1. PUT YOUR HANDS UP -IF YOU FEEL LOVE- (Kylie Minogue)
2. ONE -YOUR NAME- (Swedish House Mafia featuring Pharrel)
3. HIGHER (Amerie)
4. MAKE ME CRY (Cheryl Cole)
5. COLD WAR (Janelle Monáe)
6. SATISFIED (Vlad Topalov)
7. TRACES (Sky Ferreira)
8. THIS LOVE (Ke$ha)
9. VANILLA TWILIGHT (Owl City)
10. NO PROMISES (Shayne Ward)
11. DOG DAYS ARE OVER (Florence + The Machine)
12. LAST DANCE (Clare Maguire)
13. U+ME= (Dan Black)
14. THE BIG BANG (Rock Mafia featuring Miley Cyrus)
15. FIGHTER (Christina Aguilera)
FAIXAS BÔNUS:
LIVE TONIGHT (Cheryl Cole)
YO- YO (Nicola Roberts)

-O2-
1. BOY LIKE YOU (Cheryl Cole featuring Will.I.Am)
2. SEAL IT WITH A KISS (Britney Spears)
3. LOVESTONED/I THINK SHE KNOWS (Justin Timberlake)
4. TONIGHT (BIGBANG)
5. I'M THE TYPE OF PERSON TO TAKE (Breathe Carolina)
6. MR. SIMPLE (Super Junior)
7. LUCIFER -JAPANESE VERSION- (SHINee)
8. MANEATER (Nelly Furtado)
9. CRASH (Gwen Stefani)
10. TAKE A BITE (Nicola Roberts)
11. ELASTIC LOVE (Christina Aguilera)
12. IF I CAN'T DANCE (Sophie Ellis-Bextor)
13. FIGHIN' OVER ME (Paris Hilton featuring Fat Joe and Jadakiss)
14. RED EYE (Amerie)
15. BLOW (Ke$ha)
16. OUTTA MY HEAD (Leona Lewis)
17. LET ME (BoA)
18. SPEAK (Lindsay Lohan)
19. RISING SUN (TVXQ)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Você não devia ter NASCIDO!

Vamos descontrair!

Internet é um negócio muito legal, bastante informativo, lugar de conhecer gente nova, etc. Aí você está aqui, tranquilo, passeando pelo YouTube ou blogs como o Não Salvo e vê que seus olhos podem começar a sangrar em questão de segundos. Depois de descobrir o obsucro mundo dos nonsense você fica para sempre com a cara desses infelizes filhos de Dagon e Hydra na cabeça, e de vez em quando vem aquela lembrança - não propriamente do vídeo, seja musical ou de qualquer outro tipo, pois o mundo dos nonsense é muito vasto, sempre tem um novo ser sendo descoberto, mostrando que evoluiu no quesito vergonha alheia. 

Bem, como eu sou muito bandida, não podia ficar sozinho sofrendo com esses pesadelos em forma de Shoggoth. Então vou fazer você ter pesadelos também. MWAHAHAHAHAHAHA!

Isso é um Shoggoth

Tá feliz porque é sexta-feira? Pois não devia. O Davis aqui vai te dar mais de um motivo para cultuar qualquer outro dia, menos sexta-feira!
Não, não! Stop! Repara na tia esperando o busão! Sabe isso que ela sentiu quando viu essa moça fazendo caras e bocas no meio da rua? Foi o mesmo que senti. Fica assim não, tia, é que ele só come cereal, pode engordar não. xD

 Certo, vamos ter uma boa autoestima, olhar no espelho e gostar do que vê, não se importar com o que os outros dizem. Mas, venhamos e convenhamos, algumas pessoas deviam se sentir tipo merda de gato para NUNCA fazerem algo desse tipo. ESSE INFELIZ NUNCA DEVIA TER NASCIDO!
Amigo, você é mesmo beeeeem sinistro! Tive medo só de olhar na tua cara no começo do vídeo! E vejam quanta sincronia! Quanta afinação! Que belo, que magnífico!

Vem aí a próxima diva do pop! Ela é quente, ela é sensual! Ela vai desbancar Lady Gaga! Ela vai dar uma surra de pica mole na Beyoncé! Eu nem sei o nome dela, mas o talento fala bem mais alto!
 Amiga, vamos ser gay, mas gay direito, né? Vamos vestir roupa de homem, cortar esse cabelo, parar de cantar indescência na frente das criancinhas. Isso não é de Deus! Isso é coisa do inimigo! 
(Quem vê pensa que Deus é meu senhor... xD)

Suuuuuuuuuucessooooooooooo! A primeira dica para saber quando um vídeo é bom (mas bom mesmo, daqueles bons, sabe?) é quando o próprio autor diz que é um sucesso, não interessa onde isso seja verbalizado. Então, tá aqui ela, a linda Milla Star, que é de longe uma das melhores cantoras, dançarinas e atrizes da internet! Vai ser contratada pela Sony assim, né, filha?
Milla, ainda tô procurando o avião. Cadê? Ah, né boing não, é bimotor, né?

Os ingressos para as monas irem encher o show da Bitch de purpurina tá caro? Amiga, se preocupa não! Repara no novo babado, que tá fazendo sucesso até na Europa! Ednéia é tão pop que até o preço do ingresso é nos trinques - não faço idéia de quanto seja, mas o camarote num deve passar dos vinte (centavos?).
Vâââmo Brasil! Ela é pop! Olha os dançarinos, se não são uns gatchênhos! Gente, e a colega com a blusa da Avril Lavigne, toda totosa, trabalhada na gordura? Muita macarronada, né, amada?

Desculpa eu ter usado as referências do Lovecraft nisso, mas não resisti! Shoggoth é um bichinho que eu adoraria ter no meu jardim para matar os larapios de susto, depois devorá-los, mas não muda o fato de que tenho ódio mortal dele (vai jogando Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth que você vai saber porquê).

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A criação (como tudo começou segundo as rezas do povo wiityf)

No início, quando tudo era nada, a união de três forças provocou uma grande explosão que por sua vez formou um enorme globo maciço, cinzento e sem vida. As três forças por lá vagaram durante anos, até que notaram o surgimento de pequenas formas no chão. Perceberam que suas poderosas presenças faziam brotar vida. Curiosas por tal fenômeno, decidiram estudá-lo com precisão.

Primeiro fizeram para si corpos com o que ali já habitava: terra, grama e água. Tornaram-se então criaturas sólidas e pacatas, vagando pelo globo e criando cada vez mais com uma paz incalculável. Estes eram os Colossos, dotados de espírito, força e inteligência. Como naquele tempo trivialidades como nomes não tinham a menor importância, nunca falaram sobre isso, mas suas crias, que mais tarde mostrariam-se curiosas e tão inteligentes quanto eles, vieram a batizá-los Ark, Egra e Ertain.

Providos de mais inteligência, os Colossos descobriram que aquele globo anteriormente sem vida era dividido em várias camadas, e na mais interior delas vivia uma criatura, a qual acreditaram ser uma quarta força, que mais tarde viria a se chamar Kotra. Kotra era quem fazia o solo tremer, afundar e se erguer. Os Colossos então passaram a se questionar se criar vida no reino daquela criatura seria sensato, e lembraram que lá já habitavam formas enérgicas antes de tomarem conhecimento do ser. Então devolveram ao solo tudo que dele tomaram: a terra, as plantas e a água. Com os movimentos de Kotra, acabaram criando-se os vales, os oceanos e as montanhas, e á medida que as plantas respiravam, o céu foi ficando cada vez menos preto e cada vez mais azul.

Os Colossos ali viveram pacificamente com Kotra, e após muito pensar repararam que não seria de mal criar outros seres pensantes. Da areia do mar Ark fez os peixes e corais; da madeira das árvores Egra fez os cães, gatos, pássaros, esquilos, minhocas e tudo mais; e do barro Ertain fez um ser grande, apoiado em duas pernas como eles, de pele dourada, quase marrom, olhos, nariz, boca e dedos. Deu-lhe então parte de sua energia, provendo-o de inteligência, e então a criatura se ergueu. Esse, acredita-se, foi o primeiro farco, que por aquelas terras caminhou ao lado dos Colossos, pensando e criando coisas como o Tempo, a Língua Falada e Escrita, os Costumes e muito mais. Até que o farco começou a se sentir solitário, pois já conhecia todos os bichos por ali, e além deles só falava com os Colossos. Assim, Ertain juntou mais um punhado de barro e fez dele um ser semelhante, porém mais esguio e delicado, e juntos seriam capazes de gerar outros seres como eles. Ark e Egra também fizeram companhias para suas respectivas criações, e em conjunto, os três Colossos fizeram do gelo outras duas criaturas, menores e tão claras quanto o manto que cobria os montes. Proveram-nos de energia e inteligência, e assim ergueram-se os primeiros wiityfs.

Farcos e wiityfs conviveram pacificamente por gerações, até que os pródigos, maiores e mais fortes, descobriram seus dons enérgicos, denominando-se superiores aos wiityfs e dominando-os. Os Colossos ainda conviveram com eles por algum tempo, mas decepcionados com suas criações, partiram e nunca mais foram vistos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Curso superrápido de como acompanhar um blog

Sempre recebo reclamações de amigos e conhecidos dizendo que não sabem como seguir meu blog, que não têm um blog para realizar atividades ordinárias e bla bla bla. Acontece que essas pessoas andam muito mal informadas, e agora terão todas as suas dúvidas esclarecidas. Vamos lá? 

1° PASSO: Acesse o blog desejado e espere carregar. Preste bastante atenção nos títulos das Gadgets (aplicativos como autor, seguidores, arquivo, etc.), pois se alguma não aparecer devidamente, você terá que atualizar a página.

2° PASSO: Procure pela Gadget seguidores (ou no caso dessa página, padawans) e, caso não apareça nada embaixo, atualize a página até que as informações fiquem visíveis. O Blogger tem desses problemas, fazer o que, né?


3° PASSO: Tá vendo ali, marcado de vermelho? É ali! Agora vem a parte mais fácil. Hoje em dia quase todo mundo tem uma conta do Google, que te dá acesso a vários sites como Orkut, YouTube e Blogger! Resumindo, quem tem uma conta do Google, automaticamente tem uma conta no Blogger (isso quer dizer que, para gerenciar sua conta nesse site, não é preciso fazer um blog. Basta acessar, digitar seu e-mail e sua senha da conta Google e pronto!). Então, agora basta clicar naquele botão azul logo abaixo de padawans, onde se lê participar deste site. Uma outra janela vai se abrir.



4°PASSO: Pronto, é essa janela que vai aparecer. Aqui você decide se segue o blog publicamente, para que todos possam ver sua foto ao lado dos outros seguidores, ou se quer seguir de maneira privativa, sem que saibam disso. Em seguida basta clicar em seguir este blog e, na próxima página, pressionar concluir. Pronto! Agora, sempre que o autor postar qualquer coisa, você será notificado por e-mail no mesmo instante.

Difícil? Quer um guia mais prático que esse? Sinto muito, mas não está disponível no mercado! Espero que isso sirva para que muitos outros blogs interessantes, não apneas o meu, possam contar com a participação de muitos leitores interessados!

domingo, 21 de agosto de 2011

O Chamado de Cthulhu

A pronúncia, segundo o jogo Call of Cthulhu, é algo como kuh-THOO-loo. Em português a pronúncia mais aproximada é katuuluu. De qualquer forma, o próprio Lovecraft brincava com seus amigos, ora pronunciando de um jeito, ora de outro.

Para quem ainda não conhece H.P. Lovecraft, que criou toda uma mitologia em torno de suas criações, O Chamado de Cthulhu é o conto ideal para ser iniciado. Com uma atmosfera sombria, o autor descreve como em um diário as investigações feitas por seu personagem fictício a partir dos estudos de seu falecido tio, que entre muitas outras coisas deixou uma caixa cheia de recortes de jornal, anotações e um assombroso relevo que exibia um ser com cabeça de polvo, corpo bípede escamado e asas de dragão. As dezoito páginas que se estendem deixam mesmo o mais experiente leitor impressionado, com aquelas idéias na cabeça durante horas, talvez dias, ou mesmo a eternidade. 


A forma como Lovecraft capta os elementos verossímeis e os explora em uma realidade paralela é singular. Não costumo ler descrições e ter a perfeita imagem das intenções em mente, mas dessa vez posso contestar. As únicas cenas que não consegui captar com exatidão, e que percebi não serem necessárias interpretações fiéis, foram as que descrevem R'yleh e toda sua geometria errada, "algo que não pode ser desse mundo nem de qualquer outro mundo são". 

Descobri O Chamado de Cthulhu através de um jogo homônimo, Call of Cthulhu, apresentado a mim por um grande amigo e corretor, Gabriel Hermes. A resenha que li tratava do jogo como defeituoso quanto a programação - mas afinal, que jogo ou software não tem bugs? -, mas inigualável nos quesitos roteiro e jogabilidade. O autor sempre frizava sua paixão por Lovecraft e quanto o game tem de suas obras (não é á toa que o título remete ao do conto), e impressionado com vídeos e com a atmosfera única, resolvi pesquisar sobre o criador dessa realidade fantasticamente mortal. 
Encontrei no site do jogo um link para uma página inteiramente voltada ao autor, sua vida e seus trabalhos. Apesar de meu conhecimento da língua inglesa, percebi que não seria fácil conferir seus contos com toda a profundeza que eles transmitem, então procurei no 4Shared e encontrei um arquivo pdf contendo 59 textos em português, além de outros interessantíssimos, como o Necronomicon ilustrado (em espanhol, porém vale muito a pena dar uma olhada) e uma versão gráfica de O Chamado de Cthulhu.

O conto inspirou-me a escrever um parágrafo do que um dia pode vir a ser um romance, mas seria melhor, antes de falar precipitadamente, estudar mais da impressionante cultura Lovecraft. Por equanto exponho esse textículo para que você tenha uma noção de como é O Chamado de Cthulhu.

O jovem despertou de seu mais tenro sono assustado e pingando de suor. As imagens perturbadoras que acabara de presenciar ainda eram frescas em sua memória, fazendo seu coração dar saltos sempre que lembrava delas. Não entendia o que aquele sonho assombroso queria dizer, e no momento não fazia a mínima questão de descobrir. Sentia-se isolado naquele quarto escuro, sua respiração arfante ecoando em seus tímpanos de forma peculiar. Olhou ao redor com cautela, temendo enxergar alguma forma fora do comum em algum canto do aposento, ou mesmo próxima a ele, mas nada além do que estava lá quando deitou-se para dormir foi localizado. Sentiu que sua respiração aos poucos voltava ao normal, assim como o ritmo impaciente de seu coração. Os lençóis pesavam agora que encharcados de suor, e seus cabelos grudados na testa alva estavam deixando-o agoniado. Assim, jogou os lençóis de lado e pôs os pés no chão, arrependendo-se do ato no mesmo instante. O chão era frio e trouxe de volta a sensação de desespero. As imagens do recente sonho ainda povoavam sua mente, e agora que intencionava sair do conforto de sua cama, ficavam cada vez mais nítidas. Os barulhos invulgares que ouvira também lhe ocuparam os pensamentos, e o medo tornou a povoar seu peito. Fechou os olhos com força, a fim de espantar aquelas lembranças horrendas, mas quando os abriu de novo, a nitidez com que as sentia ficou mais forte. Decidiu então recolher seus pés para cima da cama, e escondeu seu corpo de volta nos lençóis ensopados. Fechou os olhos mais uma vez, agora com mais força, e os pilares escuros que emergiam do mar pareciam mais próximos. Apesar da escuridão, podia distinguir formas nadando nas águas, aparentemente indo a seu encontro. Queria fugir dali, correr para qualquer outro lugar longe dali, porém não conseguia se mexer, tão impressionado que estava. Sentia um desespero iminente, como se estivesse caindo de um precipício. Como se estivesse prestes a morrer.



 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Brasileiros não sabem usar o Facebook #2

Antes que você se pergunte o que é esse #2 ali em cima se nunca falei disso antes, aqui está o link da postagem original.

Acontece que fiz um comentário em meu Facebook, falando que "Certo, tem coisas no Facebook que dão tanto nojo quanto o Orkut.", após uma conversa com um amigo sobre algumas pessoas cujos perfis cheretávamos. Isso talvez tenha sido mal interpretado por uma outra colega, ou, creio eu, ela sentiu-se livre para expor sua opinião (e está coberta de razão, afinal, internet é pra isso) e falou sobre a falta de educação dos brasileiros em redes sociais. Eu levei na esportiva, discordei a meu modo, mas outras amigas minhas levaram o comentário a sério, o que gerou uma confusão. No meio do tumulto, a Anne, que falou da educação nas redes sociais, publicou um link - aquele ali em cima - ao qual não dei muita atenção no momento, pois estava ocupado escrevendo outras coisas, e quando começo a escrever, sai de baixo.

Ninguém no meu perfil viu o link, posso garantir, e aí a confusão se extendeu. Tudo porque a Anne não conseguiu se expressar como queria, explicando que MUITOS (não a maioria) dos brasileiros usam o Facebook, como também todas as outras redes sociais, indevidamente - não vejo meus contatos fazendo uso crucificável, ainda bem. A exemplo, o autor da postagem original sobre o assunto comentou o evento criado afim de melhor configurar os perfis de seus participantes, e concordo plenamente com ele nesse ponto. Para começar que, creio eu, ninguém sente necessidade de ver as atualizações dos amigos com os quais não tem contato, ou mesmo aqueles que aceitou só porque recebeu uma solicitação. Aqui já passo a discordar, pois o Facebook é claro ao perguntar se você conhece pessoalmente quem está adicionando, mas aí entra em contradição, porque o intuito das redes sociais, até onde eu saiba, é promover amizades, encontros e debates. Claro que não faz sentido adicionar um autor só porque você admira o trabalho dele, nisso concordo. Para isso existe o curtir, mas no geral, não vejo nada de mal em adicionar quem não conheço pessoalmente. Se não, não teria conhecido tantas pessoas maravilhosas.

Também tem a questão de que os brasileiros invadem as redes sociais e monopolizam páginas, e isso é bem verdade. Se entro em uma comunidade no Orkut, por exemplo, no qual sou o único brasileiro, comento os tópicos em inglês, mas se outros conterrâneos surgem, não vejo necessidade em falar apenas para um público alvo. Aí entra também a polêmica dos MMOs. Já joguei muitos que ainda não eram disponíveis no Brasil, e quando sozinho, falava em inglês, mas quando em grupos de brasileiros, falávamos todos em português mesmo, e se eu precisasse falar com algum estrangeiro, me comunicava em inglês, traduzindo em seguida para meus colegas. Certo que nossa cultura é baseada na deles (digo, os norte americanos), mas isso não quer dizer que precisemos ser fluentes em sua língua. Quem disse que todo canadense sabe falar francês? E que todo americano habla español?

Um tema que também foi levantado nos comentários anteriormente mencionados foi a questão do respeito em você falar com um americano em inglês (os termos usados foram esses, embora equivocados. O certo é falar com um estrangeiro em inglês), do qual discordo. Quando a maioria deles (americanos) vêm ao Brasil, não têm a mínima noção de nossa língua e saem falando a torto e a direito seus érres enrolados. Admito com vergonha que o povo brasileiro é bobo e se impressiona com qualquer um que fale outra língua, logo se dobrando para tentar entender. Eu mesmo já comprovei isso, uma vez que me passei por inglês no café do Dragão do Mar. Os funcionários me trataram como se eu fosse uma estrela e faziam de um tudo para que nossa comunicação fosse das melhores. Agora, chegue em um café americano, ou mesmo inglês, falando portugês (ainda mais brasileiro) para ver como vai ser tratado.

Para finalizar eu gostaria de lembrar um fato importantíssimo que já foi abordado tanto em jornais como no Fantástico. O Brasil é o segundo país que mais tem usuários conectados á internet, e claro que isso inclui as redes sociais. Perdemos apenas para a Índia, de onde vêm a maioria dos golpes em que você ganha um iPhone 4 se clicar na mensagem. Aqui não temos tanta visibilidade dos indianos, mas em sites especificamente voltados para regiões de língua inglesa, eles são unânimes. Então, é perfeitamente compreensível que acabemos monopolizando certos domínios dos usuários de língua inglesa, certo? O segredo é ter paciência e respeitar. Se o cara lá não tá gostando, chega no meio da conversa e fala "sorry, but you'r in a page made to people who speak english, so do you care to speak english, please? I would like to understand your opinion" que ou alguém vai jogar no tradutor e fazer essa correspondência ou alguém decente que fale inglês vai realizar a interação. Se todos tivessem paciência, o mundo seria um lugar bem mais calmo.


Michael Kepp, americano que mora no Brasil,
e suas opiniões sobre sua terra natal e também nosso país.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Oouuun, cute cute!

Aqui uma série de vídeos de criancinhas fazendo suas gracinhas. Bonitinho, né? É porque é dos outros! XD

Minha favorita! *,*






sexta-feira, 29 de julho de 2011

Saudades dos bons tempos

Hospedado na casa da avó Júlia até amanhã, dei uma para para assistir ao VH1 para conferir o que há de novo no mundo da música. Tem muuuita coisa boa, como uma banda indie rock chamada TV on the Radio, cuja principal característa, creio eu, sejam os negros barbados (logo alcançam a fama do ZZ Top. XD), e também matei as saudades de bandas que já conhecia, como o Swedish House Mafia, além de conferi - finalmente - o single mais recente da pequenina Willow (Smith), que não é lá grande coisa.

Porém, infelizmente, onde tem coisa boa, também tem muita coisa ruim. Quero antecipar-me em dizer que é ruim para mim porque toca em todo canto e quem mais escuta é gente que pensa ter uma mente aberta enquanto é bem quadrada. Pois bem. Não anotei nomes, não senti a mínima necessidade, então vou começar com um tal que acabou de iniciar sua carreira de ilusão a jovens pré-adolescentes e garotas sem noção.

Bem, tem esse menino - menino mesmo, deve ter menos de quinze anos - que faz um estilo Chris Brown nos tempos de Rihanna mesclado com Souja Boy - quem quiser vomitar, junta a cabeça aqui. O clipe que assisti é meio HQ, cheio de garotas de corpão e roupas coladas e ele, em todos os momentos, cantando com sua voz enjoenta aquela melodia irritante naquela batida ridícula, vestido em jeans básico e com jaqueta de time de futebol colegial. Naquele momento creio que estava quase cochilando, e então ele me despertou, mas não foi como um coro de anjos, foi mais tipo "morre, diabo!". Observei-o por alguns segundos e conclui que o mundo não tem mais salvação. 

Quem também deu as caras nessa manhã foi a anteriormente encantadora Rihanna com seu California King Bed, que a meu ver é bastante antiquado. Quando digo anteriormente encantadora refiro-me aos tempos em que realmente valia a pena parar e escutar sua voz correr pela música. Não sei o que acontece, mas a maioria desses cantores e cantoras norte americanos, quando atingem o reconhecimento global, são corrompidos por algum tipo de lado negro da força que os faz ficarem puramente comerciais, megalomaníacos e irritantes - de tanto que seus tão consagrados singles tocam nas rádios e são cantarolados nas bocas dos mais "antenados". A Rihanna foi atraída pela Força bem cedo. Tudo bem que seu primeiro álbum era uma merda, venhamos e convenhamos, mas A Girl Like Me, como diria um amigo meu, foi seu melhor trabalho e ela nunca fará nada igual - já tá corrompida, né, filha? Depois veio Good Girl Gone Bad, que a princípio era ótimo, tinha músicas maravilhosas. Foi uma aposta alta feita pelo Jay-Z, que devo admitir, deu resultado, porém nada me faz parar para escutar um single daquele álbum, que já estouraram meu limite. E foi naquele momento que os aprendizes de Sith a ensinaram a usar a Força, e então, após ser espancada pelo Chris-puramente-comercial-ex-namorado-Brown, fez emergir das profundezas de hell o assustador Rated R - quem nunca olhou para aquela capa e sentiu um arrepiozinho no consciente? -, o qual muita gente elogiou, e umas tantas outras, que pensei não terem noção alguma, concordaram comigo que ela tinha caído do purgatório. A única música que ainda aguento ouvir, que já estourou há muito, é Rude Boy, que de fato deve ser a única que presta. Continuando com a discografia da caribenha... Quando ela deu uma pausa, esqueci completamente de sua existência, até que comecei a pensar de novo, perguntando-me aonde estaria. E então veio Only Girl (in the World), o qual pensei ser um indício de que recobrava a noção de bom gosto e voltava a fazer boa músicas. Que nada! Pouco depois veio o segundo single, cuja batida me atraiu, mas a letra era pura vulgaridade, e daí em diante só fez piorar. Ela já se exibia desde o trabalho anterior, e dessa vez está pior. Lembrem-se: se não mostrar a barriga, o colo e as pernas, não é Rihanna! 

E agora vou cavar minha cova falando daquela que não poderia ficar fora. Quem é? Ah, vá que você não sabe! Lady Gaga. ¬¬ A primeira vez que ouvi falar dela foi por um amigo que escutava músicas de um travesti europeu, ao qual nunca arrisquei ver nada a respeito. Com esse pseudônimo pensei se tratar de algo bem parecido, então nem dei atenção. Um tempo depois, um outro amigo, de confiança, repeteiu seu nome, e então me arrisquei a ouvir Just Dance e Poker Face, que não gostei de primeira. Depois ouvi a nada conhecida Beautiful, Drity, Rich e já comecei a procurar o CD para vender enquanto escutava outras faixas, todavia naquele tempo ainda não tinha chegado em terras brasiles. Foi então que começou minha relação com Germanotta, que só acabou após comprar um álbum original, dizer "adoro ela. Seu som é único", ouvir suas músicas em cada esquina e ver seu rosto em cada página de jornais e revistas. Paparazzi foi o cúmulo para mim, e confesso que comprei a edição de luxo do The Fame, até ver enfim Bad Romance e Telephone - nem vou comentar certo clipe em parceiria com certo estilista. -, quando criei noção e troquei pelo I am Me da Ashlee Simpson. Naquele momento ela se marcou a fogo como uma corrompida e não parou mais. Agora, com esse seu novo álbum, é esquisitice atrás de esquisitice, porcaria atrás de porcaria. Sempre que vejo a cara daquela doida nas vitrines das Americanas tenho vontade de comprar o CD só para depois quebrá-lo, fazê-lo virar pó. Mas isso a faria bem, afinal, seria mais uma cópia vendida para incluir nas estatísticas.

Para encerrar, um momento nostalgia dos tempos em que Restart era um botão do vídeo-game e Justin era apenas Timberlake.


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