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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Jogos que merecem as telonas

Venhamos e convenhamos que muitos jogos merecem uma adaptação (decente) para os cinemas (ou para a TV). Adoraria dizer também para os livros, mas geralmente esse tipo de adaptação não funciona na prática. Assim sendo, vou  falar de bons jogos que conheço e que poderiam dar ótimos filmes se uma equipe decente trabalhasse neles. Não esperem jogos inteiramente comerciais como F.E.A.R. por aqui, até porque esse eu nunca joguei e não sinto a mínima vontade. Detalhe que a ordem aqui não altera os fatores, simplesmente fui pensando e colocando-os, pois não acho que um jogo possa ser melhor que outro, só existem aqueles que não são bons e pronto.


The Legend of Zelda
Uma versão cinematográfica fiel do aclamado jogo da Nintendo que reergueu a indústria dos jogos não seria nada fácil devido ao volume de títulos e suas histórias complexas. A franquia possui uma linha cronológica bastante complicada que nunca foi explicada por seu autor, fazendo fãs quebrarem a cabeça imaginando teorias e conspirações. O roteirista teria que ser bastante competente em pegar apenas os jogos mais importantes e trabalhá-los ou conseguir fazer um único filme explicando os jogos mais importantes seguindo uma cronologia coerente. Seria um projeto ousado e criaria expectativa em muitos fãs, então o diretor também não poderia dar uma de fodão e fazer o que bem quisesse. A responsabilidade em falar de Zelda é praticamente equivalente a um médico fazer uma cirurgia de troca de válvulas, já que se trata da franquia mais antiga e de maior sucesso da história dos games.
Deveria ser: Live action ou animação seriada


Castlevania: Lords of Shadow
Apesar da clara referência a God of War na jogabilidade, o título para XBox 360 é um excelente exemplo de bom jogo tanto pelos gráficos quanto pelo roteiro. A princípio o jogador fica desnorteado, sem saber o que está fazendo, até que algumas coisas começam a ficar claras e no final, eis que qualquer teoria que possa ter sido criada é colossalmente destruida. A história não tem qualquer relação com os outros títulos da série, tanto que Lords of Shadow nem é considerado por muitos fãs, mas não deixa de ser um jogo sensacional que mereceria uma versão cinematográfica. Não seria muito difícil fazer uma adaptação boa, bastaria uma equipe competente e um diretor com os pés no chão.
Deveria ser: Live action

Devil May Cry
A franquia que em 2001 definiu o gênero hack-n-slash pode parecer apenas ação, mas a história de Dante e desse mundo tão maravilhoso criado por Hideki Kamiya (um dos criadores da franquia Resident Evil) tem muito a ser aproveitado, principalmente o ambiente do quarto jogo (foto). Sim, com certeza teria muitas cenas de ação absurdas como nas cenas do próprio jogo, mas encheria os olhos do mais relutante espectador e encantaria pelas personagens carismáticas e o enredo envolvente. Já existe um anime (que ainda não vi), mas fazer uma sequência de filmes, apesar de obviamente inútil para quem conhece os jogos, seria maravilhoso!
Deveria ser: Live action

Alice is Dead
A série de jogos point & click dividida em três episódios divulgados principalmente no site Newgrounds não é só mais uma adaptação do clássico de Lewis Carrol. Muito pelo contrário, pois como o título sugere, "Alice está morta e provavelmente foi você quem a matou". O clima de mistério dos jogos é envolvente, assim como a atmosfera da Wonderland sugerida. O Chapeleiro Maluco, por exemplo, é mesmo maluco. Não, ele é um psicopáta, isso sim. A idéia foi bem explorada nos jogos, mas ainda deixa o público salivando por mais. Os esteriótipos, a idéia, o universo proposto, tudo é perfeito e se encaixa magnificamente em outras plataformas artísticas.
Deveria ser: Animação

Half Life
A história de Gordon Freeman e seus problemas por abrir um portal para outros mundos é cheia de conteúdo não só cultural como também didático. Provavelmente seria um pouco difícil explicar a história do primeiro jogo com toda aquela confusão por causa da tentativa da Black Mesa em apagar as provas do ocorrido, mas como sempre, uma boa equipe resolveria tudo. Mas só de pensar em todo o conteúdo e as cenas, já é de ficar babando. O uso de recursos gráficos seria essencial para o desenvolvimento, claro, e apesar de não prezar um filme ou jogo por sua qualidade gráfica, em Half Life isso contaria muito, talvez até mais que nos títulos anteriormente citados, pois eles serviriam para maximizar o clima e deixar o espectador realmente envolvido.
Deveria ser: Live action

Cyberlords: Arcology
Publicado pela HandyGames para aparelhos celulares, Androids e iPhones, o título não é muito conhecido entre os gamers pelo simples fato de não ser para PlayStation. Isso não faz de Cyberlords algo diminuto, muito pelo contrário. A história é inovadora, algo que nunca vi antes em canto algum, mas não foi melhor contada por se tratar de um jogo curto. As personagens, por exemplo, não têm tempo de mostrar seu carisma e a atmosfera não foi muito bem desenvolvida. O enredo poderia ser melhor aporveitado em um filme ou livro, pois só assim para mostrar ao público o cenário, as personages, suas histórias e os acontecimentos.
Deveria ser: Animação (talvez seriada)

Coma
Game de plataforma também divulgado no Newgrounds, Coma traz um enredo misterioso e personagens carismáticos (sim, apesar do curto tempo, as personagens são envolventes) em um mundo não muito diferente do que vivemos. A história poderia ser trabalhada de tantas formas que fica difícil imaginar uma plataforma artística na qual se encaixasse melhor, pois em todas ficaria maravilhosa. Nem precisaria da ajuda dos criadores, um bom roteirista com mente e coração abertos poderia redigir um excelente roteiro, captando a bela simplicidade do título.
Deveria ser: Animação

Chrono Trigger
Clássico do SNES, o atemporal Chrono Trigger é referência no gênero RPG e ganhou até remake para o PlayStation, mas nunca chegou aos meus ouvidos uma adaptação animada. Uma pena, pois a história tem tudo para dar certo tanto na TV, quanto nas telonas, quanto na literatura. A leva de fãs é equivalente a qualquer franquia de sucesso, mesmo que esse seja um jogo único, então a responsabilidade com qualquer adaptação seria grande. As personagens não são lá tão carismáticas, mas ainda assim contribuem para a atmosfera e ajudam, cada um com sua história, a complementar o enredo.
Deveria ser: Animação seriada

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pipoca&Guaraná #6: Underworld: Awakening {Anjos da Noite: O Despertar}

(Underworld: Awakening, EUA, 2012. Dirigido por Mans Marlind e Björn Stein. Com Kate Beckinsale, Michael Ealy e India Eisley. Ação)

O primeiro filme de Underworld foi ótimo, com uma bela fotografia, trilha sonora apropriada, atmosfera equilibrada e outros elementos acertados para fazerem dele um ótimo longa. O segundo fugiu um pouco do clima noturno e urbano e foi mais comercial, mas ainda assim foi bom, já que segundo os próprios produtores a história original é a que se encontra no primeiro e no segndo, mas colocá-la em um único filme não seria adequado. Até aí tudo bem, mas tiveram a - nada - brilhante idéia de contar a história do ódio de vampiros e lycans (e quem entende de vampiros e lobisomens sabe: eles são inimigos de berço e pronto) no terceiro filme. E agora, Selene (Kate Beckinsale) está de volta para tomar parte na guerra tripla entre humanos (sim, HUMANOS), lycans e vampiros.

Na minha humilde opinião, a saga devia ter parado no segundo filme. Fazer um terceiro para explicar como tudo começou, beleza, mas um quarto onde nada bate com nada? A franquia já não é muito adorada por amantes dos vampiros (os de verdade mais verdadeira que esses, aqueles de Blade e Mundo das Trevas) por conta de seus elementos contrastantes (como aquilo de os lycans terem sido escravos dos vampiros) e agora resolveram colocar os humanos no meio da guerra como se eles (opa, nós...) fossem capazes de algo contra os imortais. Quem conhece Blade e o Vampiro do Mundo das Trevas sabe do que falo: humanos deveriam ser escravos dos vampiros. Antes que alguém venha dizer que Drácula que é vampiro de verdade, lembrem-se que ele foi onde tudo começou, mas tudo cresce. Bem, os vampiros cresceram, se multiplicaram, se organizaram e, na minha opinião, a versão moderna mais aceitável é a vista nos jogos de RPG da White Wolf. Apesar disso, Underworld é - até o segundo capítulo - a vertente mais aceitável dos sanguinários infernais, pois ainda são os mais organizados, clássicos, violentos e numerosos. Vejamos se Awakening vai fugir muito mais do conceito principal dos vampiros (será que eles conseguem nos surpreender com algo além de humanos no meio da guerra?) e se será apenas mais um filme comercial que irá ganhar elogios por suas cenas de ação bem boladas e efeitos especiais. 

O filme estréia nos cinemas do Brasil em 3D no dia dois de março.

sábado, 15 de outubro de 2011

Pipoca&Guaraná #5: Tron {1982 / Legacy}

(Tron, EUA, 1982. Dirigido por Steven Lisberger. Com Jeff Bridges, Bruce Boxleitner e David Warner. Ficção científica. 96min.)

Um clássico da década de 80, não há como negar. Quem viveu aqueles tempos reconhece o título e sabe como foi inovador. A história não gira exatamente em torno do herói Tron, e sim dos objetivos de Kevin Flynn, criador de cinco jogos de sucesso da grande empresa Encom pelos quais nunca teve os devidos créditos devido a uma fraude. Há tempos ele vinha tentando invadir a rede da empresa, mas sempre era barrado pelo Programa Mestre, até que seus amigos o avisam do bloqueio de pessoal do nível 7. Alan poderia desligar o Programa Mestre se concluísse seu próprio, Tron, e então o trio, completado por Lora, ex-namorada de Flynn e atual de Alan, invade o prédio da Encom para que Alan possa concluir Tron. Ao acessar o terminal de Lora, Kevin é descoberto pelo Programa Mestre que utilizando o laser no qual a mulher vinha trabalhando o joga dentro do mundo virtual, a Grade.

Acho que é um bom filme, apesar da falta de argumentos e das péssimas atuações. Sério, os programas aqui são muito humanos, até quando ficam parados sem fazer nada. É interessante para ter uma noção de como Flynn descobriu a Grade e como se tornou o presidente da Encom, mas não tem ligação alguma com a continuação, o que nos leva a...

(Tron Legacy, EUA, 2010. Dirigido por Joseph Kosinski. Com Jeff Bridges, Garrett Hedlund e Olivia Wilde. Ficção científica. 125min.)

Anos após a descoberta da Grade, Flynn a reconstruiu e desapareceu após confidenciar a seu filho Sam a descoberta de um milagre. Quinze anos mais tarde Alan recebe uma mensagem do antigo escritório de Kevin em seu fliperama destinada a Sam, que mesmo descrente vai até lá. Nada parece fora do lugar, a não ser pela máquina do jogo Tron que ocultava uma passagem secreta. Lá, uma espécie de laboratório high tech onde o laser criado por Lora estava guardado. Acidentalmente Sam também é levado à Grade, onde reencontra seu pai e acaba no meio de uma batalha entre C.L.U. e Kevin.

A atmosfera de Legacy é mais densa não só por causa das vantagens que os quase trinta anos que separam as películas trouxeram como também pelo enredo elaborado. Quando assisti ao filme de '82 percebi que não estava nos planos fazer uma continuação, mas essa ficou muito boa. Dessa vez os programas agem como programas, o figurino é excelente, assim como o cenário, e a trilha sonora é um fator chave. Sim, esse  é o primeiro filme que vejo no qual a trilha sonora é extremamente importante. Inteiramente a cargo da dupla francesa Daft Punk, as batidas fortes dão um impacto maior nas cenas e fazem com que o espectador se sinta parte da história. Certo que isso não aconteceu em meu mero computador, mas no cinema é essa a sensação que se tem, provavelmente seja a mesma num home theater. Aliás, para os desavisados, haverá um terceiro filme. Os boatos foram confirmados com a cena bônus disponível no blu ray, mas já dava para imaginar mesmo antes do final com o que aconteceu a Tron, que novamente mal dá as caras.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pipoca&Guaraná #4: Cthulhu

(Cthulhu, EUA, 2007. Dirigido por Dan Gildark. Com Jason Cottle, Caesey Curran e Ethan Atkinson. Drama, Terror. Aprox. 2h)

Os fãs de Lovecraft que esperavam ver um filme sobre o Cthulhu Mythos devem ter ficado muito decepcionados ao deparar com essa adaptação de A Sombra de Innsmouth. Adaptação mal feita, por sinal. Nada contra a personagem principal ser gay e isso ter uma grande relação no enredo, mas foge completamente às intenções do original. Não é um filme bom para quem gosta de Lovecraft, mas pode ser agradável para quem nunca ouviu falar nele. Confuso, mas agradável, afinal, quem leu alguns contos do autor vai entender as referências claras, como quando o garoto cego fala que estão todos esperando por Cthulhu, ou os profundos que Russel encontra pelos esgotos, ou mesmo Zadok, um personagem comum para quem já jogou Call of Cthulhu.

Obviamente o filme levou muitas críticas negativas e notas baixíssimas. Muito se deve ao roteiro mal escrito e às interpretações, mas eu diria que não é de todo ruim. Os atores não foram lá tão maus, principalmente os habitantes da cidade que devia ser Innsmouth. Não, eles foram até leves, conseguindo transparecer menos insanidade. As personagens centrais também foram bem executadas, conseguindo se expressarem de forma independente. Michael, por exemplo, surpreendeu-me. Porém, muitos espectadores atacaram a película pelo fato de tentar contar uma história lovecraftiana em uma atmosfera gay. Sim, muitos falaram mal só por causa da exposta homossexualidade. Disseramm inclusive que Lovecraft devia estar se contorcendo em seu túmulo por causa disso. Acho que são todos machistas fanáticos, pois se fosse uma obra inteiramente héterossexual, ninguém jamais diria nada. Não reclamariam da cena em que Russel e Michael lembram um momento em que se masturbaram juntos, falando das meninas da escola. Não esculaxariam a cena em que Michael e Russel se beijam e subentendidamente fazem sexo. Ninguém caiu em cima de Malèna (2000) por causa da cena em que os vários garotos se masturbam em um círculo falando da profesora, mas só porque eles falavam de uma mulher. 

Tudo que posso dizer é: se você conhece o mínimo de Lovecraft, não assista. Ou assista para entender as referências, mas não ligue para o roteiro. Se você não conhece Lovecraft, nem perca seu tempo, pois vai achar uma porcaria por não entender nada. De qualquer forma, é aquele tipo de filme que eu gosto, mas não recomendo. Dúbio, não?

domingo, 14 de agosto de 2011

Pipoca&Guaraná #2: The Uninvited {O Mistério das duas Irmãs}

(The Uninvited, EUA, 2009. Dirigido por The Guard Brothers - Charles e Thomas . Com Emily Browning, Arielle Kebbel e Elizabeth Banks. Terror. 87min.)


Baseando-se no roteiro de Janghwa, Hongryeon (A Tale of two Sister - título internacional- / Medo - Brasil. Terror sul-coreano de 2003), os irmãos Guard o simplificaram e fizeram o brilhante The Uninvited. O enredo gira em torno da pequena Anna (Emily Browning), que traumatizada com a misteriosa morte da mãe, é internada em uma clínica na qual fica bastante tempo. Após receber alta, seu pai a leva para a antiga casa onde moravam, na qual agora vive com sua namorada, Rachel (Elizabeth Banks). Com a ajuda de sua irmã Alex (Ariella Kebbel), Anna começa a investigar a morte de sua mãe e a relação entre ela e suas visões.

Admito que quando ouvi o título pela primeira vez e vi o cartaz, não esperei por nada, até que encontrei uma cópia no meio de um monte de tantas outras na casa da minha avó, e quando vi a carinha de bebê da belíssima Emily Browning (A Violet de Desventuras Em Série), me rendi e parei para assistir. Desde a primeira cena o espectador se sente preso à trama, ávido pelas respostas que cercam o mistério da morte da mãe das meninas. Não só a história é bem contada como as interpretações são dignas de aplausos. A grande aposta foi Emily, que saindo de uma película infanto juvenil adentrou de cabeça ao gênero mistério e surpreendeu. A cada cena a garota mostra que não é uma dessas atrizes quaisquer, das quais só costumamos lembrar o rosto ou algum outro detalhe peculiar. Sua forma de demonstrar uma jovem de classe média-alta cheia de conflitos ordinários e dramas é bastante convincente, assim como seu amadurecimento ao longo do conto. 

Essa combinação do roteiro e da direção dos irmãos Guard com as atuações brilhantes e o cenário isolado fazem de The Uninvited um filme surpreendente. Não costumo ficar atônito com finais de filmes de qualquer gênero, mas esse é realmente inesperado, já que ao decorrer da trama desvendamos seus mistérios de uma forma, enquanto suas respostas são outras completamente diferentes. Vale também ver o final alternativo do DVD. E até hoje estou com aquela curiosidade monstra de assistir o filme original, o qual os diretores chamam de complexo. Se é mais complexo que esse, então deve ser um bom passatempo para o cérebro! 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pipoca&Guaraná #1: Black Swan {Cisne Negro}



(Black Swan, EUA, 2010. Dirigido por Darren Aronofsky. Com Natalie Portman, Mila Kunis e Vincent Cassel. Drama. 108min.)

Pouco tempo antes de Black Swan ser lançado, assisti outro filme que diziam ser também dirigido pelo Aronofsky, mesmo que não tenha encontrado referências dele no IMDb e apesar de ter visto seu nome nos créditos, o clássico Fight Club (Clube da Luta, 1999, com Edward Norton e Brad Pitt). A princípio não tinha idéia do que se tratava, apenas ouvira falar, porém sem comentários. Parei para ver pelo nome conhecido, e a primeira cena me chamou muito a atenção. Bem, o filme prende mesmo o espectador, enchendo sua cabeça de mistérios, até que tudo começa a ficar claro e nada mais é tanta surpresa no final explosivo. É um filme que sempre recomendo para quem me pede alguma indicação, e agora também será Black Swan.

O roteiro foi muito bem bolado, aprofundando nos aspectos cotidiânicos e psíquicos da pequena e frágil Nina (Natalie Portman), uma bailarina novaiorquina. Com o fim da carreira do rosto da companhia, Leroy (produtor) decide escolher um novo rosto para estrela uma nova montagem de Lago dos Cisnes, cuja inovação é ter não duas atrizes interpretando as gêmeas, e sim uma dançando tanto quanto cisne branco quanto cisne negro. Nina, sonhadora, almeja o papel principal, e embora não tenha passado no teste de seleção, foi induzida a um suposto teste do sofá, ao qual recusa. Pensando não ter mais chances de conseguir o papel, sente-se decepcionada, e então seu nome surge na lista como Rainha dos Cisnes. Claro que a pequena fica emocionada e muito contente, mas ela ainda não tem os requisitos necessários para interpretar o cisne negro, e aí começa sua batalha interna para buscar a perfeição, quando então surgem seus delírios, que são melhores interpretados no filme.

Na minha opinião, o que realmente ganhou o filme foi a interpretação de Natalie Portman, tão merecida de um Oscar. O roteiro, apesar de original, não é lá tão impressionante. Tem sim seus mistérios e surpresas, mas a forma como tudo foi montado faz deste um filme muito complexo, provavelmente confuso para leigos (odeio essa palavra, mas é a que cabe aqui). Vale a pena conferir todo o desenvolvimento da personagem, de uma menina de 28 anos a uma mulher de 28 anos, e principalmente seus ataques de dupla personalidade.
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